A ditadura dos cabelos brancos!...


" Tenho cabelos brancos desde os 15 anos de idade. Uma mecha certeira na frente.

Provavelmente por genes do pai. Ele teve a cabeça prata por longos anos - ainda que tenha usado um tônico chamado ‘palmindaia’ por vários outros, buscando manter o tom natural de acastanhado claro muito elogiado na juventude.

Da mãe, de origem oriental, ganhei os olhos puxados e o tom mais escuro, quase preto nos cabelos.

Usei da infância até os 17 mais ou menos, longas mechas lisas com franja. Depois, corte radical - à época pouco usado na tv quando iniciei. Cabelo curtíssimo, prático, fácil de lidar no corre-corre diário no jornalismo.

Já fiz de quase tudo nos cabelos. Pintei, descolori, usei liso, em cachos, solto, preso... Nada de seguir moda. Do jeito apenas que me sentia bem.

Já tentei manter os cabelos sem tintura alguma. Já pintei de cinza pra tentar a transição. Já descolori muito, fiquei quase loira! rs Os fios brancos ainda não tomaram conta da cabeça inteira. São espalhados. E se comportam mal. Tem textura diferente. São mais rebeldes rs. Assim, voltei a utilizar uma leve tintura. Mas gosto de mudanças! Amanhã a opção poderá ser outra. O importante é sentir-se bem consigo mesma.

Tem gente que gosta de impor comportamentos: passou dos 50 é obrigatório assumir os cabelos brancos. O mesmo com as rugas. E não se deve adotar nenhum procedimento contra isso!

Discordo. Sou contra todo tipo de ditadura!

Como atuo com saúde, envelhecimento e comunicação, já pediram minha opinião em várias oportunidades: ‘O que você acha? Posso pintar ou ‘preciso’ assumir os cabelos brancos?’

Respondo: primeiro: você deve fazer o que deseja para você. O que lhe faz feliz, hoje! (amanhã você pode mudar de ideia!) Segundo: precisar assumir os brancos? Por que? Não deve haver regras nesse quesito. Quem disse que para sermos favoráveis à dignidade e ao respeito do envelhecer é necessário fazer o que os outros pensam ou rotulam? Que toda pessoa no avançar da idade deve parecer igual para pertencer a um ‘grupo’?

Quanto mais autonomia cada um exercer, quanto mais autenticidade adotarmos na vida, mais propícios estaremos para acolher o outro e suas idiossincrasias.

Afinal, todos as temos! Não é?!


Acredito que é assim, na diversidade, que temos mais oportunidade de buscarmos ter mais felicidade!


* E você, o que pensa? Fique bem! bjs"


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