Histórias reais


A dona Rita, com quem conversei hoje na fila da farmácia, tem 62 anos, trabalha todo dia (trabalho informal). Mora na casa alugada dela, o filho, a nora e dois netos. O filho com a pandemia perdeu o emprego. Contou-me: ‘Agora tô num beco sem saída: se eu pagar o ônibus e o metrô pra trabalhar não sobra pra por comida na mesa’.

  • A Lei que garantia a gratuidade no transporte coletivo (desde 2013) para pessoas idosas entre 60 a 64 anos foi revogada em SP; passou a vigorar desde 1º fevereiro. A partir de agora, gratuidade só a partir dos 65 anos como garante o Estatuto do Idoso.

  • Moram na cidade de SP um milhão e 800 mil idosos.

  • 54% tem entre 60 e 69 anos (mais de 900 mil pessoas), e dentre eles, 77% ainda trabalham, dados do estudo SABE/USP.

Façam as contas: uma passagem de ônibus custa, atualmente, em SP R$ 4,40; e se for integração ônibus-metrô vai a R$ 7,85.

Ofereci-me e paguei a conta da farmácia da dona Rita. Nada perto do drama desta senhora e de tantas outras Ritas e Pedros, o que piora ainda mais o quadro de vulnerabilidade social na maior capital do país.

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