O Mercado da Longevidade

Atualizado: Jun 18

O público sênior ainda se sente invisível .



Ainda que no Brasil a pirâmide etária esteja se invertendo e a partir de 2030 já teremos mais pessoas com mais de 50 anos que crianças até 14 anos, empresas e marcas ainda tateiam esse mercado.


Para Cléa Klouri, da Hype50+ que realizou a pesquisa Tsunami 60+, é um público enorme que está chegando num envelhecimento ativo e saudável e precisa ser melhor olhado pelas marcas e pela comunicação.


João Consorte, presidente da MacCann Health Brasil, concorda e já trabalha com marcas com foco nesse segmento que já movimenta um trilhão de reais por ano.


Na atualidade, as pessoas com mais de 50 estão inseridas numa geração sanduíche: cuidam dos pais e dos filhos. E não se percebem idosos. Idosos são os pais.


E como de certa maneira ainda estamos despertando para reconhecer que a longevidade é um fato no país, por um lado esse público se sente invisível - "os produtos não falam comigo" - e, por outro, falta uma comunicação em linguagem que realmente converse naturalmente com esses homens e mulheres que estão ativos, muito produtivos.



Um movimento de entender as gerações


"Hoje em dia, na agência, a gente antes de iniciar qualquer campanha fazemos uma imersão em dados sobre o público-alvo específico. Especialmente em health, área complexa que lida com doenças e riscos à saúde."(João Consorte)

"Ainda encontrarmos resistência de marcas pelo receio de comunicar diretamente com o público sênior, com receio de tornar o produto 'velho'. O que requer um novo olhar e posicionamento. Pois aquele estereótipo de pessoa mais fragilizada quando se fala em idoso ainda persiste. E é um propósito desbravar esse caminho", ressalta Cléa Klouri.



Potencial consumidor.


Certamente o consumidor sênior é um dos mais potenciais nos tempos atuais.

É necessário, contudo, fazer um trabalho de inclusão. O maduro não quer necessariamente uma academia só pra pessoas acima de 50 anos. Ele quer ser incluído, com adequações de produtos e serviços para sua faixa etária num ambiente global, inter-geracional.



Desafio: se identificar com uma marca


O jovem ao ser perguntado sobre uma marca que lhe representa, em geral, cita por exemplo uma Apple.

O público sênior, na pesquisa Tsunami 60+, segundo Cléa Klouri, não consegue ainda identificar marcas que se identificam. E acabam citando apenas marcas como 'Brastemp'. Mesmo no segmento de beleza, muitas mulheres acima de 50 anos confirmam que usam produtos para a pele mas a propaganda das marcas ainda usam jovens na comunicação.



Muito a avançar


O mercado começa a perceber que a fatia de 20 a 30 anos é menor que o público consumidor com mais de 50 anos, com poder de decisão e compra, e não estou falando com ele.... como fazê-lo?


Há ainda um preconceito bobo de que esse público sênior não é digital. E as pesquisas já indicam que essa visão é ultrapassada. Mais de 80% desse público 50+ está conectado, acessando tecnologias e redes sociais, alerta João Consorte. Inclusive, como destaca Cléa Klouri que coordena o projeto Silver Makers, as pessoas com mais de 50 anos já são produtores de conteúdo.


Não há dúvidas que o mercado brasileiro precisa amadurecer. E rapidamente.


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